Em resumo
- Os dois tipos mais comuns no adulto são a degenerativa e a ístmica.1
- O grau descreve quanto a vértebra escorregou; sozinho, ele não define a necessidade de cirurgia.1
- Dor nas pernas ao caminhar costuma vir da estenose associada ao escorregamento.2
- A cirurgia é considerada quando dor ou limitação persistem apesar do tratamento, ou quando há déficit neurológico.2,1
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Quais são os tipos de espondilolistese?
A espondilolistese degenerativa surge com o desgaste do disco e das articulações facetárias, as pequenas articulações entre as vértebras. É mais frequente depois dos 50 anos e costuma afetar o nível entre a quarta e a quinta vértebra lombar.1
A espondilolistese ístmica decorre de uma fratura por estresse em uma pequena parte da vértebra, chamada pars interarticular. Muitas vezes essa alteração existe desde a adolescência e só causa sintomas anos depois.1
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O que significam os graus da espondilolistese?
O grau mede quanto a vértebra deslizou em relação à de baixo. Ele ajuda a descrever o problema, mas a decisão depende dos sintomas, do exame e da estabilidade da coluna.1
| Grau | Quanto a vértebra escorregou |
|---|---|
| Grau I | Até 25% |
| Grau II | De 25% a 50% |
| Grau III | De 50% a 75% |
| Grau IV | De 75% a 100% |
| Espondiloptose | Mais de 100%: a vértebra perdeu o apoio sobre a de baixo |
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Quais sintomas a espondilolistese pode causar?
Dor lombar, rigidez e dor, peso ou formigamento nas pernas ao ficar em pé ou caminhar, com alívio ao sentar ou inclinar o tronco. Esse padrão costuma indicar estenose associada. Algumas pessoas não têm sintomas e descobrem o escorregamento em um exame feito por outro motivo.2,1
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Quando o tratamento é feito sem cirurgia e quando a cirurgia é considerada?
O cuidado inicial costuma incluir orientação, reabilitação, medicamentos selecionados e, em alguns casos, infiltrações.1
A cirurgia pode ser considerada quando a dor nas pernas ou a limitação para caminhar continuam importantes apesar do tratamento, ou quando há déficit neurológico. As opções incluem a descompressão dos nervos, com ou sem artrodese, que é a fixação das vértebras; a escolha depende da estabilidade da coluna e do padrão dos sintomas.2
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Como escolher um cirurgião de coluna para tratar espondilolistese?
- Formação específica em coluna, com registro de especialista (RQE), e experiência com descompressão e artrodese.3
- Explicação clara de por que a cirurgia é, ou não é, necessária agora, e do que acontece se você esperar.4
- Discussão das opções, como descompressão isolada ou com artrodese e técnica aberta ou minimamente invasiva, com os riscos de cada uma.2
- Avaliação da estabilidade com radiografias em pé, às vezes com o tronco dobrado para a frente e para trás.2
- Abertura para uma segunda opinião antes de uma cirurgia eletiva.4
O Dr. Guilherme Porceban é ortopedista com especialização em Cirurgia da Coluna pela EPM/UNIFESP e avalia espondilolistese no HCor e no consultório do Jardim América, em São Paulo.5
Evidência
Fontes desta página
- Adult Spondylolisthesis in the Low BackAmerican Academy of Orthopaedic Surgeons · consulta em 2026
- Diagnosis and Treatment of Degenerative Lumbar SpondylolisthesisNorth American Spine Society · 2014
- Sociedade Brasileira de ColunaSociedade Brasileira de Coluna · consulta em 2026
- Shared decision making (NG197)National Institute for Health and Care Excellence (NICE) · 2021
- Currículo Lattes de Guilherme Henrique PorcebanConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico · consulta em 2026
- Suspected neurological conditions: recognition and referral (NG127)National Institute for Health and Care Excellence (NICE) · 2019, atualizado em 2023